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Ter cachoro é influência genética?

cachorro genetico

Olá, bem vindos ao 16० Programa do nosso podcast! O episódio abaixo, Ter cachorro ou não é uma questão genética? – Faz parte de um quadro quinzenal do Sobre Cães, onde vamos tratar de vários assuntos diferentes em mini podcasts, todos relacionados aos cães, trazendo para discussão algumas dicas, novidades, entrevistas e notícias, entre outras pautas sugeridas.

Esse podcast em particular, fala sobre uma pesquisa conduzida por cientistas suecos e britânicos, que revelou resultados surpreendentes com relação à influência da genética na decisão de ter ou não um animal de estimação.

Interessante, não? Aproveite o post abaixo para saber mais detalhes sobre esta pesquisa ou dá um play para ouvir o nosso podcast sobre isso!

Ter cachorro ou não pode ser genético!

Você já reparou que ter cachorro ou qualquer outro animal de estimação é essencial na vida de muita gente? Por outro lado, há quem tenha pavor de animais ou não gosta de tê-los por perto, nem de visita. Até aí, tudo bem. Afinal, ninguém é igual a todo mundo.

Mas se dissermos que o fato de ter cachorro ou não nada tem a ver com preferência? Pois é. 

Cientistas suecos e britânicos foram mais longe e resolveram investigar mais de perto porque este fenômeno acontece. Um estudo conduzido por eles, publicado no periódico Scientific Reports revelou que a genética tem influência direta sobre querer ou não ter animais de estimação em casa.

Em entrevista à BBC News Brasil, a pesquisadora Tove Fall, professora de epidemiologia molecular no Departamento de Ciências Médicas e no Laboratório de Ciência para a Vida da Universidade de Uppsala, na Suécia, afirmou que nossos padrões genéticos influenciam em escolhas complexas, como a de ter cachorro ou não.

A partir dessa revelação, podemos concluir que as pessoas possuem diferentes chances de querer ter ou não um cachorro.

O que dizia o estudo sobre ter cachorro?

A conclusão veio a partir do cruzamento de dois bancos de dados: informações obtidas de 35.035 pares de gêmeos do registro nacional sueco com dados do registro nacional de cães do país, pois na Suécia eles registram e catalogam os todos os cachorros de estimação na base de dados do governo.

O resultado mostrou que, em mais da metade das vezes, a variação genética explicava a posse dos cães. Ou seja, nesse mapeamento genético havia um componente hereditário impresso nos genes humanos que, de certa forma, foi forjado ao longo de milênios de evolução.

Já sabe-se que os cachorros têm uma relação próxima com os seres humanos há pelo menos 15 mil anos, sendo até considerados os primeiros animais a serem domesticados pelo homem.

No entanto, apesar desse comportamento de manter animais de estimação no ambiente doméstico seja bastante comum no mundo inteiro, pouco se sabe ainda sobre como esse relacionamento afeta a vida dos seres humanos.

Portanto, essas descobertas podem ajudar muito em vários aspectos diferentes relacionados à compreensão dessa interação do homem com o cão ao longo da história da humanidade.

O principal é que o estudo já constatou que algumas pessoas podem ter uma propensão inata maior para cuidar de um animal de estimação do que outras, devido parcialmente de seus arranjos genéticos herdados por seus parentes ao longo da vida.

Isso significa que algumas pessoas carregam genes que aumentam a probabilidade para que eles adquiram um cão ou tenham o desejo para que isso venha a acontecer em algum momento da vida.

Mas a partir desses dados, o que esperar do futuro?

Especialistas em interação homem-animal acreditam que a pesquisa pode ser um passo importante na compreensão dos benefícios obtidos por algumas pessoas com o convívio com animais de estimação. 

Isto é, os resultados obtidos no estudo sugerem que os supostos benefícios para a saúde em ter cachorro, relatados em muitos outros estudos, podem ser explicados agora também pelas diferenças genéticas entre as pessoas.

É o caso de cães de terapia usados para auxiliar no tratamento de muitas doenças, como depressão e outras síndromes.

Segundo os pesquisadores, o próximo passo será tentar identificar as variantes genéticas a partir desses resultados, a fim de descobrir como como tais genes se relacionam com traços de personalidade e outros fatores individuais, como alergias.

Eles acreditam um mesmo arranjo genético pode conter a explicação sobre a razão de algumas pessoas terem mais capazes de compreender e interagir com cães do que outras, além de poder explicar também o medo de que algumas sentem de animais.

Sendo assim, vários outros estudos no campo da genética molecular serão conduzidos para abri caminhos a novas descobertas nesse sentido. 

Quem sabe até, em um futuro próximo, poderemos compreender melhor a amizade incondicional e duradoura entre humanos e cães e torná-la ainda mais gratificante!

 

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