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Cão Terapeuta: saiba como é ter um

Olá, pessoal! Sejam bem-vindos ao 3º Podcast do Sobre Cães e neste episódio vamos falar sobre Cães Terapeutas (ou cães co terapeutas). Para isso recebemos a Marisa, mamãe do @googlethegolden, um golden retriever que durante 6 anos trabalhou como voluntário em hospitais e asilos como cão terapeuta, levando alegria e felicidade para quem necessita.

Durante o nosso bate papo pudemos entender como funciona a preparação e adestramento para um cão terapeuta, além de detalhes do processo dessas visitas e respeito não só pelos pacientes, mas também pelo cão.

QUEM PODE SER UM CÃO TERAPEUTA

quem pode ser um cão terapeuta - Google The Golden para Sobre Cães

Praticamente qualquer cão pode ser cão terapeuta, desde que ele atenda aos pré-requisitos, que são:

  • O cão precisa ter entre 1 e 6 anos de idade para iniciar o treinamento com ONG’s especializadas.
  • Um cão tranquilo, sem sinais de agressividade.
  • Um cão com saúde perfeita para que ele se sinta confortável nas visitas, além de ter que fazer exames de fezes de 3 em 3 meses, banhos antes das visitas, vacinação em dia sendo que o tutor que assume esses gastos financeiros.
  • Um cão mais extrovertido que de fato goste muito de pessoas e todos os tipos de pessoas.
  • Uma dupla de cão e humano com tempo hábil para frequentar os treinamentos prévios e fazer as visitas semanais a asilos e hospitais.

Porém, algumas raças que a lei exige uso de focinheira para condução em locais públicos, não costumam ser aceitas pelas ONG’s que formam os Cães Terapeutas, ainda que o candidato em si seja manso, por preservação do próprio animal, a fim de evitar constrangimentos.

 

COMO É A PREPARAÇÃO DE UM CÃO TERAPEUTA

Como é a preparação de um cão terapeuta - Google The Golden para Sobre Cães

O ideal é que o cão seja preparado desde bem filhote com adaptação e dessensibilização de tudo e qualquer coisa, a fim de evitar sustos, fugas, stress e excessos. Isso incluir socializar esse cão ao máximo em diversos tipos de ambientes, ruídos, barulhos de gravidades e intensidades diferentes, pisos de texturas diferentes, cheiros, iluminação e pessoas de etnias, hábitos e idades diferentes.

“Eles precisam ser dóceis em primeiro lugar e não podem ser cães assustados. Eles precisam ter uma dessensibilidade ao toque para não se assustar se uma criança puxa um pelo ou se um idoso tiver uma mão mais pesada e vai com mais força para dar um carinho e o cão precisa estar preparado para isso.” – nos contou Marisa, no podcast.

Uma socialização adequada fará do cão um animal tranquilo, agradável com todos e preservando o bem-estar pet, que é fundamental e deve ser prioridade, afinal, ele não poderá ajudar um paciente se ele não estiver feliz fazendo aquela tarefa.

Além dessa parte, é importante que o cão passe pela preparação de uma ONG especializada em formação de cães co terapeutas para que ele aprenda comandos, ambientações e reações adequadas durante o trabalho. Após a preparação há uma prova pela qual o cão passa para receber a avaliação de estar ou não bem preparado para ser um cão terapeuta.

Essa prova é feita em 3 fases e são testes práticos da realidade de um cão co terapeuta que o candidato precisa estar acostumado e ter boas reações para que seja aprovado. Entre os testes, podemos citar:

  • São derrubadas cadeiras para avaliar a reação do cão.
  • Passam cadeiras de rodas e macas perto dele para avaliar como ele lida com esses objetos e pessoas nessas condições.
  • Barulhos como de carrinhos e aparelhos hospitalares são emitidos.
  • Carrinhos de refeições que além do barulho há um cheiro que estimula um possível ataque a comida, que não é permitido.

GOOGLE, O CÃO TERAPEUTA – UM SONHO REALIZADO

Um dos grandes sonhos da Marisa era ter um cão terapeuta, desde que descobriu a existência deles há mais de 20 anos. Por isso, quando o Google chegou em sua vida, com 2 meses de idade, ela já tinha o propósito de fazer dele um cão terapeuta e exercer o trabalho voluntário.

“O Meu primeiro golden tinha 12 anos quando eu ouvi falar sobre cães terapeutas, isso há 20 anos atrás, e ele já não podia. E era o meu sonho, quando eu escutei essa entrevista na TV, era meu sonho que ele fosse. Como não consegui pela idade dele, já ficou na minha cabeça: meu próximo cachorro vai ter que chegar e já treinar para ser um cão terapeuta”. – Marisa.

Por isso o Google passou a ser treinado logo que chegou em casa, passeando em diversos lugares, frequentando ambientes diversos como parques, shoppings, hotéis, lugares petfriendly como um todo, além de pessoas diferentes para que ele se sentisse bem ao máximo.

A dessensibilização ao toque foi feita por meio de visitas a lugares com pessoas diferentes, que se relacionam com cães de formas distintas para que ele se aproximasse e passasse a gostar do contato humano, acostumando-se com aquela realidade. No caso do Google deu certo, mas caso isso não aconteça, é preciso fazer um treinamento com um profissional comportamentalista para que ele receba esse treinamento de acordo com cada necessidade, normalmente as ONG’s indicam profissionais para isso.

Outro treinamento importante foi adaptar o Google para que ele se desse bem com todo tipo de cão, afinal, eles vão juntos para o trabalho. Em dado momento ele mostrou alguns traços de agressividade com outros cães machos e isso foi uma grande barreira na formação dele como cão terapeuta, pois cães agressivos não são permitidos. Para ajustar e treinar o Google da melhor forma possível, ele passou 1 ano fazendo treinamentos semanais com profissionais especializados em cães terapeutas para corrigir os excessos e foi possível continuar a formação para cães terapeutas.

“Todos os cães têm uma chance de dar certo, porque eles são muito inteligentes, eles aprendem rápido. Com um treino daria para encaixar nos requisitos que necessita para ser um cão co terapeuta.”

O Google passou pelo treinamento da mamãe para toda a dessensibilidade possível, além do treinamento de ajustes de comportamento e reações à ambientações comuns do trabalho e passou na prova, tornando-se um cão terapeuta do INATA, a ONG escolhida pela Marisa para o trabalho que durou 6 anos, mas nem tudo foram flores.

Em dado momento o Google passou a recusar as visitas ao hospital. Por mais que ele gostasse de ver os amigos no encontro semanal e receber carinho e atenção das tias e profissionais, no momento de subir e trabalhar no hospital, ele se direcionada para o estacionamento, dando sinais de que não queria continuar o trabalho. Foi uma fase de cansaço, somado aos dias de mais calor que causam maior insatisfação no animal. Nesse momento foi feito uma readaptação do Google, para tentar fazê-lo sentir-se bem no hospital de novo. Ele foi afastado do trabalho, e passou a ir aos ambientes apenas para passeio, deixando esses ambientes mais leves, até que ele aceitou e quis voltar a visitar e trabalhar com as crianças e idosos.

Nesses casos é importante deixar claro que a prioridade é o bem-estar do cão, portanto em qualquer recusa a vontade do cão é respeitada para que ele se sinta bem e faça o trabalho quando ele se sente à vontade para isso.

Uma curiosidade interessante do trabalho e carreira de cão terapeuta do Google foi sua estreia na UTI, sendo o primeiro cão a entrar numa UTI no Brasil, para uma tentativa de ajudar no tratamento terapêutico à uma criança bem debilitada de cerca de 2 anos que chorava demais e já não se alimentava há um tempo. A visita dele à essa criança se repetiu mais três vezes e a ajudou a evoluir no tratamento, o que é fantástico o poder da influência canina para amenizar as situações críticas, levando felicidade ao paciente, fazendo o organismo trabalhar melhor e reagir aos tratamentos. Os detalhes dessa experiências estão no podcast, vale a pena conhecer e se emocionar!rs

Google: primeiro cão pterapeuta a entrar em uma UTI Infantil no Brasil

O Google encantou pessoas em asilos, hospitais e na Internet durante quase 9 anos, colecionando aumigos e seguidores, mas faleceu em fevereiro de 2019, devido à um tumor que o levou para o céu pet no começo do ano. Mas sim, tanto por amor à cães e pela raça golden retriever, como para continuar o trabalho de cão terapeuta, a Marisa nos contou que pretende sim ter um novo filhote em breve… Vamos torcer para que dê certo!!rs

 

Você também vai gostar de ouvir: POR QUE TER UM CACHORRO

E então, gostou desse episódio? Deixe seu comentário aqui e venha debater conosco sobre Cães Terapeutas no Instagram @sobrecaespodcast e acompanhe o trabalho da Marisa e a expectativa do próximo filhote dela, no perfil @googlethegolden.

Um abraço dos humanos desse podcast e lambeijos do Jotapeg, da Nutella, do Sam  e dos Ursinhos ChowChow!

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1 Comentário

  • Resposta Paula

    Me encanto el podcast gran trabajo de Google que este feliz en el cielo de los perritos. Saludos desde Espanha

    03/29/2019 a 1:54 pm
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